Câmara pede punição severa para quem vender linha chilena

Câmara pede punição severa para quem vender linha chilena Material apreendido pela PM — Foto: Polícia Militar

A necessidade de uma maior fiscalização e punição para quem for pego vendendo linha chilena ou mesmo linha com cerol foi dos assuntos levantados na reunião da câmara de vereadores de Montes Claros.

 


O vice-presidente da Casa, vereador Soter Magno, ressaltou a importância do envolvimento de cada parlamentar na fiscalização: “fomos eleitos para fiscalizar, denunciar e cobrar ações mais eficazes. Como cidadão e vereador, podemos e devemos entrar nas lojas, principalmente naquelas que vendem materiais para fazer pipas e verificar que tipo de linha estão vendendo”, ressaltou o vice-presidente.



O vereador Rodrigo Cadeirante, depois de fazer uma pesquisa usando as redes sociais, elaborou projeto de lei que proíbe a soltura de pipas na área urbana. Segundo ele, além dos danos na rede pública de energia, as pipas que ficam enganchadas na fiação gera interrupção do fornecimento de luz elétrica e prejuízos.

 

ENQUETE

 

De acordo com o vereador Rodrigo Cadeirante, mesmo sendo um assunto polêmico o resulto foi favorável à proibição da soltura de pipas na área urbana de Montes Claros.

Quase 4.500 pessoas disseram sim à nova lei. Este número representou 95,75% dos votos.

Rodrigo conta outras pessoas fizeram enquetes em suas páginas e praticamente todas tiveram grande apoio ao movimento. Rodrigo citou uma moradora que tem, no Instagram, 480 mil seguidores e recebeu mais de sete mil votos. O resultado também foi positivo para a criação da nova lei.



PROJETO

O projeto de lei n° 51 de 2020 libera a soltura de pipas, papagaios, raias e artefatos apenas em regiões de fazendas, sítios ou área de recreação, distantes 500 metros da rede de transmissão elétrica e desde que não possuam na sua composição linha com cerol, chilena ou qualquer tipo de linha cortante.



“Vemos acidentes, muitos graves, levando até a morte. Na tentativa de acabar com o problema foram editadas diversas leis federais, estaduais e municipais proibindo a fabricação e comercialização de vidro moído usado para confecção do cerol, linhas chilenas e demais objetos cortantes usados na soltura de pipas. Entretanto os danos e prejuízos continuam acontecendo. Não vemos outra saída, se não proibir a brincadeira nas vias urbanas de uso comum”, explicou Rodrigo.



A ideia de Rodrigo é criar pontos específicos para soltar pipas dentro do território urbano. O local não poderá ter fios de energia, terá que ser aberto e amplo – como um campo.

O projeto n°51/2020, que proíbe a soltura de pipas está em tramitação. Depois de passar pela análise das comissões, ficará a cargo da presidência que colocará o mesmo para nova discussão e votação.



EMENDA

A vereadora Maria Helena (MDB), entrou com emenda estendendo a proibição também aos distritos de Montes Claros. Segunda a parlamentar, muitas famílias de povoados e sede de distritos utilizam, principalmente, moto como meio de transporte.



“Nestes locais também temos rede elétrica e a chegada de um suporte de atendimento da Cemig ou mesmo Samu, em caso de acidente, é mais demorado. Por isso defendo a proibição também na zona rural”, destacou Maria Helena.



Soter também defende a proibição da brincadeira na zona rural: e conta que muitas vezes a pipa laçada pode cair entre uma árvore e outra: “a linha fica estendida, coloca em risco quem passa a cavalo, de moto. Perigo também para os animais. Os ventos fortes desta época do ano são bastante convidativos para soltar papagaio. Mas, hoje, essa diversão representa risco de vida”, finalizou Soter.