Comissão de Educação apura denúncia em escola de Canto do Engenho

Comissão de Educação apura denúncia em escola de Canto do Engenho Ascom/CMMC

A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Montes Claros visitou, nesta segunda-feira (09), a Escola Municipal Nair Fonseca Brandão, localizada no Distrito de Canto do Engenho, zona rural de Montes Claros. O educandário pertencia ao Estado e foi municipalizado em 1987. São 83 alunos dos ensinos fundamental I e II, com 20 servidores. À noite, a Escola é destinado ao Estado para o ensino médio. A última reforma foi no ano de 2007.

A incursão foi depois do pedido vereador Ildeu Maia (PP), que recebeu denúncias dos moradores da comunidade.

“Recebi fotos dos dias de chuva na Escola. O prédio alagado, correndo água; com um telhado cheio de goteiras; salas sem portas; janelas sem grades, dentre outros problemas. Ressalto que a nossa indignação se deve a estrutura, não ao ensino pedagógico”, descreveu Ildeu.

Ele também informou que destinou, por meio de Emenda Impositiva, o valor de R$ 70.749,87, para a manutenção do prédio.

Sérgio Pereira (DC) estava presente e lamentou a situação da instituição.

“É triste ver o lugar dessa maneira. O papel do vereador é fiscalizar o gestor público e isso temos feito. Já se passaram outros prefeitos, mas agora tem três anos e meio e nada foi feito”, cobrou.

As denúncias

Alexandra Cardoso da Silva é aluna do ensino médio e dois filhos na escola, em turnos e séries distintas. Foi ela que fez vídeos e fotos do caos que estava na escola no dia da chuva.

“É um absurdo como estamos estudando”, denunciou.

Thalyta Geffisa é ex-aluna e tem um filho que está no educandário. Para ela, não há nada de criticar o ensino, mas a estrutura deixa a desejar.

“Eu estudei na escola. Nela cresci e aprendi, mas agora sou mãe. As professoras são maravilhosas, a gestora é ótima! Mas reivindicamos melhorias no prédio, vamos cobrar. Ontem fui eu e hoje é meu filho”, denunciou Thalyta.

O filho de Domingas Gomes, cursa o 3º ano do Fundamental. Ela acredita que melhorando a estrutura, até o desenvolvimento das crianças vai melhorar.

Antônia Marta, preside a Associação de Brejinho, afirma que todos das localidades merecem respeito.

“O prédio precisa de reforma. Com isso até a recepção dos estudantes melhora”, falou.

A escola

Há 13 anos não há intervenção predial, a não ser amigos da escola, por exemplo.

“Uma empresa de engenharia corrigiu o telhado para reduzir as goteiras. Mas o projeto da reforma estrutural geral já foi aprovado pela Secretaria de Educação e está no Departamento de obras para iniciar os trabalhos. Apesar de todos os problemas, e nós todos temos ciência da deficiência na estrutura, a nossa escola melhorou os índices do Ideb e foi vencedora do 1º Simulado dos anos iniciais”, falou Simony Cardoso, diretora da Unidade.

A gestora discorreu ainda que o Estado manda os alunos para o período noturno sem supervisão, nem direção.

“Eles [O Governo de Minas] deveriam cumprir com as obrigações, mas isso não acontece. Além disso, a quadra poliesportiva ao lado tem uma grade baixa e os atletas jogam bola e as vezes cai no telhado. Com isso, sobem no telhado para pegar a bola e acaba danificando as telhas, infelizmente. Temos um problema com o muro baixo, com roubos, mas não podemos aumentar tanto o muro, pois quando o prédio foi construído não se levou em consideração a luminosidade”, diz Simony.

A Comissão

De acordo com o presidente da Comissão de Educação Legislativa, Daniel Dias (PCdoB) é a primeira vez que visita a instituição.

“A Comissão conhece a realidade de diversos educandários. É necessário um Plano de Reformas do Executivo, para elencar prioridades, por exemplo, porque para fazer qualquer medida, deve se planejar, pois com o ano letivo em andamento é complicado. Imagina a saúde de quem fica convivendo com poeira? Averiguamos hoje o caso da Nair Fonseca Brandão, vimos a real necessidade. Já é de ciência da Secretária Rejane Rodrigues o estado em que se encontra o prédio. De toda maneira, faremos um relatório e encaminharemos a ela e também ao prefeito, Humberto Souto, que é ordenador de despesas para as possíveis intervenções. Enviaremos ainda outras demandas referentes ao mesmo tema. Há de ressaltar os bons índices de desempenho educacional, mesmo com problema estrutural”, discorreu Daniel.

Integrante da Comissão, a parlamentar Maria Helena Lopes (PPL), informou que o recurso de R$ 100 para reformar o prédio já está nos cofres públicos.

“Ao vir para essa visita me informei sobre a Escola junto ao Governo. Agora, a engenharia segue os trâmites da licitação para iniciar a obra, o que não deve demorar. A Comissão se coloca a disposição de todas as instituições de ensino para buscar soluções para ofertar mais segurança e qualidade aos estudantes e servidores, incluindo toda a comunidade”, garantiu Maria Helena.

Assessoria de Comunicação 
Câmara Municipal de Montes Claros 
Publicado em 09/03/2020