Vereadores cobram apoio duplicação de ponte

A Câmara Municipal de Montes Claros, após recesso parlamentar, reiniciou na segunda quinzena deste mês com as reuniões de plenário. Na primeira do ano, dia 21, diversos assuntos foram levantados na tribuna. Entre eles, a paralisação de reformas das estradas, problemas provocados pelas chuvas e a necessidade de conclusão  da ponte na avenida Minas Gerais que liga o  bairro Floresta ao JK.

Durante seu posicionamento, o vice-presidente da Casa Soter Magno (PP), falou sobre necessidade  da obra. Segundo ele, o que estaria impedindo a continuidade dos trabalhos, seria uma adutora de esgoto da Copasa e para que a reforma aconteça será preciso do aval da Agência Nacional de Transporte de Terrestre, na qual a VLI é filiada. Soter reclamou da falta maleabilidade, pois a adutora da Copasa em nada prejudicaria o trabalho. Ainda de acordo com o parlamentar, mais de 30 mil pessoas seriam beneficiadas com a obra. Lamentou que "os trabalhos não andem", já que da parte da prefeitura,  tudo está  liberando, inclusive os recursos.

O vereador Júnior Martins também comentou sobre o assunto e ressaltou a importância da reforma da ponte. Um beneficio que ele busca desde o início de seu mandato. Júnior Martins mostrou-se indignado com a postura da VLI que não estaria ajudando no andamento da obra de duplicação da ponte sobre a linha férrea, na Avenida Minas Gerais, e cobrou uma posição da empresa.

O que Diz a VLI

A VLI esclarece que em relação ao projeto indicado pela prefeitura, a empresa mantém-se à disposição para orientar o município na evolução das tratativas. A avaliação técnica identificou que a proposta não atende aos critérios definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Explica a empresa que toda obra de terceiro, pessoa física ou jurídica que interfira nas margens da linha férrea deve seguir os preceitos exigidos pela ANTT, mediante sua Resolução n.º 2695, de 13 de maio de 2008, alterada pela Resolução n.°5405 de 17 de agosto de 2017. Além da validação técnica feita pela concessionária, o projeto precisa ser aprovado pelo órgão.

Na busca de solução

Os vereadores estão providenciando uma reunião entre a VLI, Copasa, prefeitura e representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres para, juntos, encontrar uma solução.