Guarda Mirim volta à ser pauta

Durante reunião na Câmara de Vereadores, a difícil situação da associação mantedora da Guarda Mirim de Montes Claros voltou a ser discutida. Os parlamentares apresentaram projeto da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) que supostamente seria  semelhante ao da Guarda. A ideia inicial do legislativo é que a entidade faça uma parceria, para incluir no projeto os jovens da Guarda Mirim (GM).

O Vereador Doutor Valdivino (MDB), citou que a criação do projeto da CDL,  tem como um dos objetivos amparar e empregar adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Para o parlamentar seria uma ótima oportunidade unir forças, com a GM, uma vez que a  entidade está consolidada, mas correndo risco de fechar as portas por falta de apoio do Poder Público e de parte do empresariado locais.

POSIÇÃO DA CDL

Segundo o presidente da CDL, Ernandes Ferreira da Silva, a proposta da entidade está sendo criada pela Diretoria de Segurança Pública do Estado, em parceria com a Promotoria da Vara da Infância. Fica a cargo da CDL identificar empresas que possuem interesses e cotas para contratação de menores aprendizes que tenham entre 12 à 18 anos de idade e que estão em medida socioeducativa.  O principal objetivo da iniciativa é a readequação, inserção desses menores no mercado de trabalho e na sociedade.

Sobre a parceria entre CDL e Guarda Mirim, Ernandes relata sobre a importância de conhecer qual a demanda é como poderão contribuir. ''Podemos tentar linkar os dois projetos no que for possível,'' afirma.

A presidente da Guarda Mirim, Neuza Rodrigues, ainda não tem conhecimento a fundo sobre a proposta da CDL e por isso não opinou sobre a possível parceria entre as entidades. Mas, ressaltou que GM  não abrange jovens em medidas socioeducativas. “De qualquer forma se a CDL concentrar movimento junto aos empresários, exclusivamente para este projeto, dificulta projetos como o da Guarda. O correto é dividir esforços para atender as duas propostas,” defende a presidente.

GUARDA MIRIM

A Guarda Mirim foi criada em 17 de Junho de 1992, visando seu aprimoramento sob todos os aspectos necessários à convivência social, buscando fazer com que os integrantes tornem-se conscientes de seus direitos e deveres, respeitadores das leis, das autoridades e incentivados ao estudo e sobretudo, capacitados para o mercado de trabalho.

Os menores recebem um salário mínimo, com garantia dos direitos trabalhistas e previdenciários. Além da assistência diária, também frequentam as oficinas profissionalizantes na sede da Associação